Alguns sinais de mudança do
cenário macroeconômico internacional e nacional começam a delinear importantes
fatores de risco para a manutenção de um crescimento econômico mais consistente
no Brasil. Em primeiro lugar os menores saldos comerciais, na esteira de uma
taxa de expansão mais acentuada das importações vis-a-vis a um resultado mais
modesto pelo lado das exportações. E, em segundo lugar, a taxa de inflação ao
produtor e ao consumidor, que tem permeado os diversos relatórios de mercado,
sinalizando a continuação do aperto monetário.
Esses dois movimentos
encontram uma relação estreita, apesar de não ser tão clara, que é o elevado
preço de várias commodities no
cenário internacional. Se por um lado, um patamar de preços mais elevado gera
mais divisas para a balança de pagamentos via exportação, por outro, representa
um choque de oferta na inflação, na medida que o consumidor brasileiro paga o
preço internacional. De qualquer maneira, entender esse cenário passou a ter
maior importância para os analistas de mercados emergentes, em especial para o
Brasil, que se coloca no grupo dos principais exportadores do produto.